Categoria — Teoria
Aprenda sobre os Yôga Sútras de Pátañjali, nesta terça-feira
O instrutor de SwáSthya Yôga Marco Carvalho vai falar nesta terça-feira, dia 20 de maio de 2008, às 21h30, na Unidade Alto da XV da Universidade de Yôga, sobre os primeiros quatro sútras do Yôga Sútra, de Pátañjáli.
Os Yôga Sútras são pílulas de conhecimento. Pode-se extrair deles um grande número de informações sobre o Yôga.
Segundo o Dicionário Michaelis:
Aforismo: sm (gr aphorismós) 1 Máxima ou sentença que em poucas palavras contém uma regra ou um princípio de grande alcance. 2 Dito sentencioso. Cf aforisma.
Esses quatro primeiros sútras que serão apresentadas pelo instrutor Marco Carvalho dão a direção do Yôga e de onde queremos chegar com esta filosofia.
Nas quatro primeiras linhas do texto de Pátañjali, pode-se fundamentar:
- a tradição sáṃkhya
- que o yôga tem um desenvolvimento multilateral
- a influência do brahmácharya
- que Pátañjali não criou o Yôga.
- o que o yôga quer resolver.
- onde o yôga vai nos levar e como essa mudança irá impactar em nossa existência.
- o que acontece quando não se faz o “chitta vritti nirôdhah”.
Nada mal para as quatro primeiras linhas da obra, não?
Então, aproveite para ir e depois praticar mantras com o instrutor Alexandre Meireles.
18/5/2008 2 comentários
O que é o sat chakra
Segundo o professor DeRose:
Sat chakra é uma modalidade de sat sanga em chakra, em círculo. Não confundir com termo shat chakra que significa “os seis chakras”.
Sat chakra é um tipo de chakra sádhana, isto é, prática feita em círculo.
Quando o objetivo é realizar um pújá, denomina-se chakra pújá, que é uma técnica tipicamente tântrica. No capítulo Pújá isto está mais bem explicado.
O sat chakra é uma prática em que os yôgins, em número mínimo de seis pessoas, sentam-se, formando um círculo, no qual vão executar seis angas, a saber:
- captação de energia, através de pránáyáma, bombeando a energia do ar para dentro do organismo e o prána para os chakras;
- equalização da energia, através de mantra, realizando os mesmos mantras, ao mesmo tempo, no mesmo volume e no mesmo ritmo;
- dinamização da energia, pelas palmas, ao atritar os 35 chakras que possuímos em cada mão
- circulação da energia, dando-se as mãos e fechando a corrente;
- projeção da energia, por mentalização e/ou imposição de mãos;
- filtro contra retorno kármico, através de mentalização específica.
Os sat chakras costumam acontecer às quartas-feiras, às 21 horas. Nas segundas quartas-feiras de cada mês, os alunos da Unidade Alto da XV são convidados a trazer uma flor, um fruto e um prato de alimento (sem carne) ou uma bebida (sem álcool) - de preferência de seu próprio preparo - para compartilhar com os amigos e, assim, participar dessa poderosa prática complementar do SwáSthya Yôga.
Só para completar: sat sanga
Segundo o que leu acima, sat chakra é um sat sanga em círculo. Mas o que é sat sanga?
Segundo DeRose:
Sat sanga significa reunião em boa companhia, ou simplesmente associação. Designa um tipo de reunião festiva, geralmente promovida apenas para executar kirtans. Nessa oportunidade o oficiante pode aproveitar para fazer uma preleção ou uma meditação com o grupo.
Por extensão pode denominar-se sat sanga uma reunião festiva na casa de um praticante de Yôga, de preferência se todos os convidados forem também yôgins.
15/5/2008 11 comentários
Uma explicação bem prática para o inferno
No livro Corpos do Homem e Planos do Universo, do professor DeRose, você tem uma explicação bem prática - e nada mística - para o que seria o inferno:
Não estamos falando de religião, nem interpretando questões teológicas. Limitamo-nos a utilizar o termo inferno para designar os planos inferiores de consciência.
O que faria uma pessoa ir para o inferno? Nem sempre são as coisas que se supõem.
Basicamente, o que baixa a sua vibração são dois fatores, um que vem de fora para dentro e outro que vem de dentro para fora:
- De fora para dentro – Alimentação baseada em medo, dor e morte (as carnes de todos os tipos); fumo, álcool e drogas;
- De dentro para fora – Os sentimentos pesados que aquela pessoa tenha gerado durante a vida e mesmo depois dela.
O dormir é uma espécie de morte temporária, um estado em que o corpo astral sai de dentro do corpo físico e experimenta o que chamamos de projeção. Todas as noites, todo o mundo deixa na cama o corpo físico denso juntamente com o energético, e sai no corpo emocional para incursionar na quarta dimensão. Agora, pergunte-se: para que subplano do astral será catapultada uma pessoa que se alimente de cadáveres de animais que sofreram dor atroz e medo terrificante perante a própria morte? O superior ou o inferior? E as pessoas que alimentam sentimentos pesados e viscosos, tais como ódio, medo, inveja, ciúme, com que subplano do astral têm afinidade? Parece que você começa a compreender a natureza dos pesadelos!
Como o conceito de tempo pode ser distorcido e as coisas que causam sofrimento parecem demorar muito mais para passar, descreve-se o inferno como um estado de sofrimento “eterno”. De fato, se vai para o astral superior, o tempo corre mais rápido e você passará ao plano mental logo que consumir o material do qual o corpo astral é formado, ou seja, os desejos. Consumindo-os como que digerindo-os, desde que não alimente mais desejos, passará ao plano seguinte.
O exemplo é bacana. Afinal, quase todo o mundo já cometeu a imprudência de fazer uma refeição pesada antes de dormir e, assim, foi visitado por sonhos pouco aprazíveis.
E, realmente, má digestão noturna e pesadelos podem ser mesmo infernais.
5/5/2008 1 comentário
Corpos do Homem e Planos do Universo
Existem sete planos do Universo, partindo-se do mais denso para os mais sutis:
- físico;
- emocional;
- mental;
- intuicional;
- monádico;
- anupádaka;
- ádi.
O ser humano pode se manifestar nos cinco primeiros.
Cada um desses planos corresponde a uma determinada dimensão.
Segundo o professor DeRose:
O plano físico está na terceira dimensão (3D). O emocional, na quarta dimensão. O mental, na quinta. O intuicional, na sexta. E o monádico, na sétima dimensão. Este conceito é interessante para nos esclarecer como podem ocupar o mesmo lugar no espaço. Também vai nos auxiliar a compreender porque é tão difícil para um espécimen humano, que esteja com a consciência no nível mental, conseguir compreender um outro que funcione no intuicional. Com isso, podemos apenas vislumbrar a distância abissal que há entre o estado de consciência de um yôgi que já tenha atingido o samádhi e um simples mortal que ainda precise de ferramentas mentais para expressar a consciência.
O livro traz de maneira acessível pontos de vista do hinduísmo sobre esse tema tão interessante e como eles se encaixam com a prática do SwáSthya Yôga.
5/5/2008 Sem comentários
As 8 características do SwáSthya Yôga, o Yôga Antigo
Você sabia que o SwáSthya Yôga é composto por 8 características? Através delas você pode saber se está ou não praticando SwáSthya Yôga.
- sua prática extremamente completa, integrada por oito modalidades de técnicas;
- a codificação das regras gerais;
- resgate do conceito arcaico de seqüências encadeadas sem repetição;
- direcionamento a pessoas especiais, que nasceram para o SwáSthya Yôga;
- valorização do sentimento gregário;
- seriedade superlativa;
- alegria sincera;
- lealdade inquebrantável.
As oito características são conhecidas como ashtánga guna. Apenas, no caso da primeira característica, pode acontecer de a prática ter alguma técnica suprimida, raramente. A prática, de ortodoxa, passa então a ser heterodoxa.
No entanto, as outras sete características são imprescindíveis para que o Yôga seja de fato o SwáSthya Yôga.
Cada uma dessas características pode render dezenas de outros posts e certamente elas serão tema deste blog mais adiante.
29/4/2008 3 comentários