Universidade de Yôga: pratique o Método DeRose em Curitiba
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Categoria — Teoria

Boas maneiras no Yôga: espaço vital

Vale a pena dar uma olhada no blog da instrutora Júlia Rodrigues e ler o artigo sobre Sensibilidade e o Conceito de Espaço Vital, baseado no livro Boas Maneiras no Yôga, do professor DeRose.

Leia um trecho:

Muitos dos pequenos atritos diários podem ser minimizados ou completamente deixados de lado pela simples observação da área de conforto do outro e consequente respeito à ela.

Aprender a observar, respeitar e compreender a necessidade de espaço que as pessoas à sua volta têm pode fazer com que, em curto espaço de tempo, suas relações pessoais subam a um nível elevadíssimo de refinamento.

Tomando consciência dos limites das pessoas com quem convive, você poderá, ao agir de acordo com esta consciência, tornar-se mais amistoso, mais agradável e mais desejado de se conviver.

O melhor disso é que, tornando-se uma companhia mais agradável, certamente o que virá dessas pessoas, será a natural retribuição. De mais espaço, mais educação e compreensão para os seus próprios limites.

Sem dúvida, uma maneira inteligente, sensível e consciente de administrar as relações sociais cotidianas.

28/10/2008   Sem comentários

Como diferenciar o que é Yôga do que não é

Existem muitas linhas de Yôga no mundo inteiro e muitas práticas que parecem Yôga mas não são.

Assim, eventualmente, você pode, em algum momento, ficar em dúvida.

Em uma entrevista para a revista Planeta na Web, o professor DeRose dá uma dica para saber diferenciar uma coisa da outra:

Segundo Pátañjali, que codificou o Yôga Clássico, a meta do Yôga é levar o ser humano ao mais elevado patamar de consciência possível para a nossa espécie. Nós chamamos isso em português de hiperconsciência, em sânscrito, samádhi. Este é o diferencial que nos permite dizer “isto é Yôga, aquilo não é”. Se isto aqui visa ao samádhi, então é Yôga. E aquilo ali, aquilo é pra acalmar, então não é Yôga. Aquele outro é pra curar - então não é Yôga.

A definição técnica dada por DeRose é:

Yôga é qualquer metodologia estritamente prática que conduza ao samádhi.

6/10/2008   2 comentários

História do Yôga no Brasil: quem introduziu o Yôga e quem escreveu o primeiro livro

Todos os livros do professor DeRose trazem em suas páginas iniciais uma compilação da História do Yôga no Brasil.

Nesse texto você encontra algumas informações interessantes.

Por exemplo, quem introduziu o Yôga no Brasil:

Quem inaugurou oficialmente a existência do Yôga no Brasil foi Sêvánanda Swámi, um francês cujo nome verdadeiro era Léo Costet de Mascheville. Ele colocava o termo swámi no final do nome, o que era uma declaração de que não se tratava de um swámi (monge hindu), mas que usava essa palavra como sobrenome, e isso confundia os leigos. Muitos desses leigos se referiam a ele como “Swámi” Sêvánanda, pois um dos mais relevantes Mestres de Yôga da Índia, que viveu na época, chamava-se Swámi Sivánanda.

Quem escreveu o primeiro livro de Yôga no Brasil:

Quem iniciou o Yôga como trabalho profissional no Brasil, foi o grande Caio Miranda. Dele foi o primeiro livro de Yôga de autor brasileiro. Escreveu vários livros, fundou perto de vinte institutos de Yôga em diversas cidades e formou os primeiros instrutores de Yôga. Assim como Sêvánanda, Caio Miranda tinha forte carisma que não deixava ninguém ficar indiferente: ou o amavam e seguiam, ou o odiavam e perseguiam.

Os textos completos podem ser vistos em qualquer das obras da Universidade de Yôga que podem ser baixadas gratuitamente.

1/10/2008   2 comentários

Trecho da aula Relação Mestre-Discípulo, com DeRose

O professor DeRose explica como funciona o relacionamento entre mestres e discípulos no oriente, particularmente na Índia.

9/9/2008   Sem comentários

Conheça o Yôga Sútra de Pátañjali

O Yôga como um todo deve ao Yôga Sútra de Pátañjali a travessia de séculos de guerras, invasões e deturpações. Sem essa obra, talvez o Yôga nem fosse conhecido hoje em dia.

No entanto, ao se ler uma tradução do Yôga Sútra, é preciso atenção, de acordo com o tradutor DeRose:

Torna-se necessário levar em conta as várias linhas que existiram nas diversas épocas. Não se pode ignorar que, na época de Pátañjali, o Yôga seguia as tendências Brahmáchárya e Sámkhya (Sêshwarasámkhya). Essa é uma questão da mais alta importância uma vez que os tradutores em geral cometem distorções pela influência do seu próprio tipo de Yôga, quase sempre Vêdánta, ou seja, nada menos que o oposto filosófico do Sámkhya que pretendem explicar… Seria algo como uma tradução dos Evangelhos feita por Karl Marx.

DeRose precisou de 22 anos para elaborar a tradução do Yôga Sútra. Essa parte do trabalho foi encerrada em 1982, com uma pequena tiragem, que foi submetida a estudiosos do mundo, conhecedores do sânscrito e do Yôga Clássico (que está codificado no Yôga Sútra). Depois de mais 10 anos, chegou-se à atual versão da tradução.

Os agradecimentos, no início da edição, dão uma idéia do que se passou durante todo esse tempo:

Devo render aqui uma homenagem de gratidão a Srí Yôgêndra e ao Dr. Jayadêva, dos quais tive o privilégio de receber, pessoalmente, instruções sobre o Yôga Clássico de Pátañjali, no Yôga Institute, em Bombaim (hoje, Mumbai). E a Srí Krishnánandají, que me concedeu a graça do seu ensinamento, de 1975 a 1994, no Shivanánda Ashram, em Rishikesh, Himalaya.

No Yôga Sútra você encontra diversas citações famosas em nossa cultura. Entre elas:

  • Yôga é a supressão da instabilidade da consciência: é a definição clássica do Yôga. A definição técnica, elaborada por DeRose é: Yôga é qualquer metodologia estritamente prática que conduza ao samádhi.
  • A posição física deve ser firme e confortável: não é à toa que o seu instrutor fala isso logo no início da aula: “Sente-se em qualquer posição firme e confortável…” Certamente você já ouviu isso antes.

Você pode baixar a tradução de DeRose do Yôga Sútra de Pátañjali de graça no site da Uni-Yôga.

26/8/2008   2 comentários

Quando surgiu o Yôga?

Quão antigo é o Yôga realmente? Onde surgiu e como chegou hoje até nós?

Todas essas perguntas e respostas você pode encontrar no livro Origens do Yôga Antigo, de DeRose (baixe grátis).

Veja o que diz o autor:

O Yôga teve sua origem na Índia, ou melhor, no território hoje ocupado por ela. De fato, essa nação ainda não existia. No tempo, situa-se há 5.000 anos. Culturalmente, localiza-se na civilização harappiana ou dravídica, que expandiu-se a partir do Vale do Rio Indo. Ao longo de cinco milênios, o Yôga sofreu inúmeras mutações.

(…)

Primeiramente, dividimos o Yôga em dois grandes períodos: o Yôga Antigo e o Yôga Moderno. O primeiro ocupa um espaço de 4.000 anos. O segundo, ocupa apenas os últimos mil anos.

(…)

A diferença mais marcante entre os dois grandes grupos é o fato de que o Yôga Antigo é de tendência predominantemente Sámkhya, enquanto que o Yôga Moderno é de tendência predominantemente Vêdánta.

Agora, talvez você tenha ficado perdido. Afinal, o que é Sámkhya e o que é Vêdánta? Vamos ter que recorrer, novamente às explicações do livro.

Primeiro veja, em poucas palavras, o que é Sámkhya, relativo ao Yôga Antigo:

O Sámkhya, é naturalista (não-espiritualista) e interpreta os fenômenos desencadeados pelo Yôga como ocorrências que obedecem às leis da Natureza e não são devidos a nenhuma graça divina nem mérito espiritual do praticante. Naturalismo é a filosofia que atribui causas naturais a todos os efeitos.

Agora, veja o que é o Vêdánta, relativo ao Yôga Moderno:

O Vêdánta, é espiritualista, não raro, místico, quase religioso, e atribui os fenômenos produzidos pela prática do Yôga à graça divina e ao mérito espiritual do praticante. Espiritualismo é a filosofia que atribui causas sobrenaturais a todos os efeitos.

O interessante é que, por falta de conhecimento, a maior parte dos leigos acaba por acreditar que o Yôga mais ancestral é místico. Mas é bem ao contrário: esse é o Yôga Moderno.

Há uma explicação para isso:

Note que, contrariamente ao que se imagina, o Yôga Antigo não é místico e nem mesmo espiritualista. Esse é o Yôga Moderno. Sempre achamos que os antigos fossem mais supersticiosos e místicos. É que quando nos referimos aos antigos, estamos nos reportando a 200 anos atrás, 500 anos, 1.000 anos. O Yôga Antigo data de 5.000 anos, um período denominado proto-histórico, pois nem mesmo histórico ele chegava a ser, já que não foram encontrados textos que registrassem a história. A questão é que não conseguimos sequer imaginar como era aquela civilização. Uma coisa parece certa: não eram religiosos. Nas escavações levadas a efeito desde o século XIX até o século XXI “não foram encontradas ruínas de templos, nem esculturas de divindades, nem de devotos em atitude de oração”.

Se você quer conhecer a origem desta filosofia prática milenar, a leitura desse livro é altamente recomendada. Você vai saber também todas as transformações pelas quais alguns dos ramos dela passaram - muitas vezes à custa de sangue, invasões e guerras - e como o Yôga Antigo conseguiu chegar até os dias de hoje até você.

22/8/2008   Sem comentários

Evolução nos ásanas

O instrutor Daniel Tonet, da Universidade de Yôga - Unidade Bueno, de Goiânia, Goiás, explica no artigo Evolução nos Ásanas por que essas técnicas acabam sendo tão importantes para os iniciantes:

É através deste grupo de técnicas que os iniciantes conseguem perceber o quanto estão evoluindo. É muito comum que um aluno logo no início aprenda a respirar de uma forma muito mais eficiente, consiga resultados expressivos no aumento da concentração, reduza drasticamente o stress e conquiste várias outras conseqüências advindas de uma filosofia prática de vida… e isso tudo logo no primeiro mês. Mesmo assim, este novato só considera que está progredindo quando finalmente consegue conquistar um ásana qualquer que o estava desafiando desde as primeiras práticas.

Mas, claro, todos os oito grupos de técnicas do SwáSthya são igualmente importantes.

Na segunda parte do artigo, o instrutor explica a importância das regras gerais na execução dos ásanas.

  • A regra geral de repetição: repetição mínima, permanência máxima
  • A regra geral de permanência: quanto você deve permanecer em cada ásana

Não deixe de perguntar ao seu instrutor sobre as regras gerais de execução do SwáSthya Yôga. Você também pode ler sobre elas no Tratado de Yôga, do professor DeRose, autor que as descobriu.

4/8/2008   Sem comentários

Como anda sua pronúncia do sânscrito? Baixe um CD grátis para aprender

Algumas das primeiras dúvidas de quem se inicia no aprendizado do Yôga são as pronúncias corretas dos termos em sânscrito.

A palavra yôga, por exemplo: é masculina e o ô é fechado. O “o” aberto - como em “porta” - não existe no sânscrito.

Uma das melhores e mais seguras maneiras de aprender as pronúncias de diversas palavras do sânscrito é ouvindo o CD Treinamento de Sânscrito.

Você pode baixá-lo de graça:

O Treinamento de Pronúnica foi gravado na Índia pelo Dr. Muralitha, Mestre de sânscrito para hindus. Estão incluídas entrevistas com swámis indianos sobre a importância mântrica de pronunciar corretamente os termos técnicos do Yôga, explanações teóricas e exercícios de dicção.

Além disso, você pode acompanhar a última das faixas usando o glossário que há ao final do Tratato de Yôga, do professor DeRose, do qual você pode baixar uma edição menos recente grátis no site da Uni-Yôga.

Você pode adquirir a edição mais recente do Tratado de Yôga na secretaria da Unidade Alto da XV da Universidade de Yôga.

24/7/2008   Sem comentários

Onde encontrar milhares de fotografias de ásanas

Os ásanas, por serem técnicas orgânicas que envolvem determinadas posições corporais assumidas pelo praticante de yôga, são a parte mais conhecida desta filosofia prática, afinal são extremamente visíveis e, acima de tudo, extremamente estéticas.

Isso, muito embora existam outras sete importantes práticas no caso do Yôga Antigo, o SwáSthya Yôga: mudrá, pújá, mantra, pránáyáma, kriyá, yôganidrá e samyama. Não menos importantes, porém um pouco menos vistosas. Afinal, como “mostrar” as técnicas de samyama?

Mas quantos ásanas existem? Vejamos o que diz o Tratado de Yôga, de DeRose logo no primeiro parágrafo do capítulo sobre Ásana:

Ásana é toda posição firme e agradável (sthira sukham ásanam). Essa é a definição ampla e lacônica do Yôga Sútra, capítulo II, 46. Segundo tal definição o número de ásanas é infinito.

Outra frase, esta atribuída a Shiva, confirma a de Pátañjali: há tantos ásanas quantos seres vivos sobre a Terra.

Há, porém, outras opiniões quanto o número de ásanas existentes:

Outros, porém, limitam o número de ásanas em 84.000, dos quais 840 seriam os mais importantes e, destes, apenas 84 fundamentais. Neste livro, relacionamos 2.000 ásanas. É a maior compilação já realizada na História do Yôga em todo o mundo.

Assim, o melhor lugar para encontrar fotografias de ásanas com as suas nomenclaturas mais corretas é o Tratado de Yôga, de DeRose.

Você pode baixar uma edição mais antiga no site da Uni-Yôga (na página, procure pelos links para as três partes do livro Faça Yôga - décima edição). Porém, as edições mais atuais - que podem ser adquiridas com seu instrutor - sempre são recomendadas pois costuma haver atualizações e revisões no conteúdo.

14/7/2008   Sem comentários

Mudrá: gesto reflexológico, magnético e simbólico feito com as mãos

A definição técnica de mudrá é gesto reflexológico, magnético e simbólico feito com as mãos.

No Ády Ashtánga Sádhana - prática básica dividida em oito partes - o mudrá é a primeira parte ou anga.

Como diz a definição, só pode ser feito com as mãos e nenhuma outra parte do corpo.

Vejamos o que diz o professor DeRose em seu SwáSthya Yôga Shastra:

Mudrá é a linguagem gestual. Deve ser pronunciado sempre com a tônico. Significa literalmente gesto, selo ou senha. Provém da raiz mud, alegrar-se, gostar. Em alguns livros aparece traduzido como símbolo, mas isso não está correto. Símbolo é a tradução da palavra yantra. Em Yôga, mudrá designa os gestos feitos com as mãos. São definidos como gestos reflexológicos por desencadear uma sucessão de estados de consciência e mesmo de estados fisiológicos associados aos primeiros.

É inegável que as mãos tem papel importante na consciência humana. Com muitas terminações nervosas e um grande número de áreas cerebrais a elas dedicados, essa particularidade anatômica andou lado a lado com outros fatores para determinar a evolução dos homens. O desenvolvimento do cérebro só foi possível depois do desenvolvimento das mãos e de um polegar opositor, que permitiu que segurássemos ferramentas e construíssemos uma cultura e uma sociedade cada vez mais complexas

Não é à toa que os mudrás estão logo no começo da prática para iniciantes. Através deles é possível se identificar com os arquétipos de uma tradição milenar como o Yôga Antigo e até mesmo desencadear estados orgânicos e de consciência diferenciados.

Não se sabe ao certo o número de mudrás. No SwáSthya Yôga Shastra, que pode ser baixado grátis, você encontra 108 deles, com destaque para os seguintes:

Shiva mudrá, para meditação (dorso da mão positiva pousa sobre a palma da mão negativa). Neste mudrá devemos sentir nossas mãos como um cálice no qual recebemos a preciosa herança milenar de força e sabedoria. Amplifica nossa receptividade.

Jñána mudrá, para meditação e respiratório (dedos indicador e polegar de cada mão tocam-se).
Este gesto conecta os pólos positivo e negativo representados pelos dedos indicador e polegar de cada mão, passando por eles uma corrente de baixa amperagem e apoiados sobre os chakras dos joelhos, que são secundários.

Átmam mudrá, para respiratório e mantra (as mãos formam um vórtice diante do swádhisthána chakra); Este selo tem um efeito semelhante ao anterior, só que agora com os dez dedos envolvidos, formando o circuito de alta amperagem, e localizado diante de um chakra principal. Cria um empuxo que ascensiona a energia sexual coluna acima.

Prônam mudrá, para mantra e ásana (palmas das mãos unidas à frente do peito).
Nesta senha, a mão de polaridade positiva se espalma na de polaridade negativa, fechando um importante circuito eletromagnético que faz circular a energia dentro do próprio corpo e recarregá-lo, especialmente se executado durante ou após os mantras. Nos ásanas, tende a proporcionar mais senso de equilíbrio e por isso mesmo é mais utilizado nos ásanas de apoio num só pé.

Trimurti mudrá, para ásana (os dedos indicadores e polegares formando um triângulo).
Este mudrá é simbólico e representa a trimurti hindu, Brahmá, Vishnu e Shiva. Por ter poucos efeitos, é mais utilizado como suporte em movimentação de braços durante a execução de ásanas.

Existem muitos outros mudrás no SwáSthya Yôga. Se você gostou desse anga, não deixe de perguntar ao seu instrutor sobre ele e sobre como você pode aprimorá-lo.

2/6/2008   1 comentário