Universidade de Yôga: pratique o Método DeRose em Curitiba
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Categoria — Prática

Técnica de Yôga para fazer em casa

O Marco Carvalho convidou este blog a descrever uma técnica de Yôga que os leitores pudessem fazer em casa. Sempre diga “técnica de yôga” pois o termo “exercício de yôga” pode levar o leigo a acreditar que se trata de algum tipo de exercício físico.

Escolhi uma técnica simples, mas poderosa, do livro Faça Yôga (baixe grátis), de DeRose:

1 – Tamas pránáyáma – respiração imperceptível.
a) Inspirar tão lentamente que não se consiga perceber o mínimo movimento respiratório;
b) reter o ar por alguns segundos, sem contar ritmo;
c) expirar tão lentamente que seja imperceptível.

É importante lembrar o seguinte:

A respiração yôgi (jamais escreva yogui ou yogue) deve ser sempre nasal, silenciosa e completa, salvo instrução em contrário. Deve ser feita com a participação da musculatura abdominal, intercostal e torácica, promovendo um aproveitamento muito maior da capacidade pulmonar.

A melhor posição para a execução de um pránáyáma é a sentada sobre o solo, com as costas eretas, salvo instruções contrárias.

O Marco convidou outros blogs sobre Yôga a postarem sobre o tema e faço questão de reiterar o convite:

Participe você também!

16/8/2008   2 comentários

Yôganidrá, técnica de descontração: baixe grátis o CD Reprogramação Emocional

O Yôganidrá (a sílaba tônica é a que está grifada: os acentos na transliteração do sânscrito demonstram as sílabas longas) é a técnica de descontração yôgin.

Veja a definição que o professor DeRose dá à técnica:

Yôganidrá é o relaxamento que auxilia o yôgin na assimilação e manifestação dos efeitos produzidos por todos os angas. A eles se somam os próprios efeitos de uma boa descontração muscular e nervosa. Não confunda yôganidrá com shavásana. Alguns tipos de Yôga não possuem em seu acervo a ciência da descontração denominada yôganidrá, que é de tradição tântrica, e encerram suas práticas com o shavásana. Este, como o próprio nome já diz, é apenas um ásana, uma posição de relaxamento. O yôganidrá aplica não apenas a melhor posição para relaxar, mas também a melhor respiração, a melhor inclinação em relação à gravidade, o melhor tipo de som, de iluminação, de cor, de perfume, de indução verbal, etc.

O yôganidrá é o sétimo anga do ády ashtánga sádhana. Antes dele estão mudrá, pújá, mantra, pránáyáma, kriyá e ásana. Toda a energia gerada por essas seis partes é potencializada durante o yôganidrá e, por outro lado, o praticante - graças a isso - é preparado para o oitavo anga, sámyama, quando irá buscar estados ampliados de consciência.

Porém, contemporaneamente, o yôga, por ter tanta eficiência no quesito descontração - e talvez porque as pessoas passaram a precisar mais dessa característica na tensão da vida moderna - vinha sendo confundido com relaxamento.

Yôga não é relaxamento.

Veja o que diz o professor DeRose:

É considerada gafe muito séria confundir Yôga com relaxamento. Como você já percebeu, até este ponto já consumimos uma quantidade de páginas e ainda não falamos desse assunto, a não ser en passant. Na verdade, só nos últimos tempos é que o Yôga foi associado a conceitos como paz e tranqüilidade. Nas escrituras antigas o Yôga sempre esteve ligado a idéias de força, poder e energia. Jamais à calma ou relaxamento.

(…)

A que se deve essa distorção? Deve-se à desinformatite aguda. A mesma que leva as pessoas a associar Karatê com alguém que dá um grito e quebra uma tábua. Isso é uma caricatura.

Essa é uma das razões porque o capítulo sobre yôganidrá no Tratado de Yôga é um dos menores. Ele se encerra com o texto do CD Reprogramação Emocional, um relax profundo, cuja leitura ensina várias chaves para o aprimoramento físico e mental.

  • Você pode baixar o CD Reprogramação Emocional grátis: faixa 1 e faixa 2.

31/7/2008   2 comentários

12 dicas para melhorar sua prática de SwáSthya Yôga

O livro Faça Yôga Antes Que Você Precise (SwáSthya Yôga Shastra), do professor DeRose, no capítulo da Prática Básica, traz 12 orientações bastante importantes caso você queira que sua prática diária seja ainda melhor aproveitada:

  1. Escolha um bom local para a sua prática e reserve-o só para esse fim. Mantenha-o limpo e arejado.
  2. Não deve haver móveis nem objetos duros ou pontiagudos, nem espelhos sobre os quais possa cair e ferir-se
  3. O chão não deve ser muito duro nem muito macio. Deve ter a maciez aproximada de uma espuma de alta densidade com cerca de 2 a 3 cm de espessura. A espuma ideal é encontrada no mercado com o nome de E.V.A. Esteiras não são boas, pois retêm transpiração, poeira, ácaros e bactérias entre suas fibras. Além disso, escorregam e podem causar acidentes. E nem pense em colocar o rosto em tapetes ou carpetes, que são os maiores coletores de imundícies.
  4. Pratique longe das refeições. Comece, no mínimo, duas horas após e termine meia hora antes de ingerir alimento.
  5. Antes de praticar, esvazie intestinos e bexiga.
  6. O banho deve ser antes e não depois da prática. Depois, só após meia-hora.
  7. Despoje-se de tudo: relógios, pulseiras, anéis, brincos, colares, cordões, correntes, cintos, cintas, ligas, meias, soutiens, etc. Preserve apenas a medalha com o Ôm
  8. Utilize o mínimo possível de trajes sobre o corpo, mesmo no inverno. Logo que começar o mantra ou o pránáyáma seu corpo se aquecerá. Além disso, é importante tornar-se mais resistente ao frio. Se, no entanto, a baixa temperatura perturbar seu bem-estar ou sua concentração, aqueça o ambiente ou agasalhe-se tanto quanto precisar. Não vá pegar uma pneumonia só para provar que agüenta o frio!
  9. Para fazer Yôga, jamais vista negro. Não há nada mais contrário ao Yôga em termos de traje de prática que o preto (Isto é válido apenas para as práticas e não para a roupa comum.)
  10. Seja severo consigo mesmo para obter uma execução perfeita e progredir sempre. Entretanto, não seja exagerado. Mesmo que se trate de um desportista, lembre-se de que Yôga é diferente da ginástica e não tem nada a ver com a Educação Física. Aliás, os desportistas geralmente são os que têm mais dificuldade devido à pouca flexibilidade e condicionamento respiratório inadequado, entre outras razões. Não agrida o seu corpo, mas também não seja condescentente demais.
  11. Faça uma avaliação médica antes de iniciar o seu programa de Yôga
  12. Pratique sob a orientação de um instrutor formado, revalidado e supervisionado. Exija seu certificado de habilitação profissional. Caso contrário, você está por sua conta e risco.

28/5/2008   Sem comentários